quinta-feira, 10 de abril de 2008

III Encontro pelo Rio Sabor

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25 a 27 de Abril de 2008
III Encontro “Pelo Rio Sabor”Mogadouro/Alfândega da Fé/Torre de Moncorvo - Rio Sabor
PROGRAMA:
Dia 25 – Sexta-feira
09h00 – Concentração em Soutelo junto ao cruzeiro (estrada de Macedo de Cavaleiros para Mogadouro, a 10 km de Mogadouro)
09h30 – Mata-bicho 10h30 – Início da caminhada pelo Vale do Sabor
13h00 – Almoço campestre junto ao rio Sabor
15h00 – Continuação da caminhada
20h30 – Jantar em Sto. Antão da Barca
22h00 – Arraial tradicional com gaiteiros Nota: Os carros particulares ficarão em Soutelo e serão resgatados no final da caminhada.
Dia 26 -
Sábado 9h30 – Alvorada e mata-bicho em Sto. Antão da Barca
10h30 – Actividades temáticas pelo Vale do Sabor
13h00 – Almoço campestre em Sto Antão da Barca
15h30 – Jogos populares
18h00 - Tertúlias e palestras sobre temas relacionados com o rio Sabor
20h30 – Jantar em Sto. Antão da Barca
22h00 – Arraial tradicional
Dia 27 - Domingo
9h30 – Alvorada e mata-bicho em Sto. Antão da Barca
10h30 – Actividades temáticas pelo Vale do Sabor
13h30 – Almoço campestre junto ao rio Sabor
16h00 – Fim de actividade

Lucros das empresas de energia poluente na Europa aumentam

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As empresas geradoras de energia poluentes na Europa preparam-se para ter lucros extraordinários através do esquema do comércio de emissões, revela um relatório feito a pedido da WWF. Estes lucros derivam do aumento do preço da electricidade que reflecte o custo das emissões de carbono enquanto recebem a maioria das suas licenças de emissões de graça através dos Planos Nacionais de Alocação. O estudo estima que os lucros das empresas de energia no Reino Unido, Alemanha, Espanha, Itália e Polónia durante o período de 5 anos de funcionamento do esquema europeu de comércio de emissões pode situar-se entre os 23 e 71 biliões de euros

José Soeiro/Precariedade: "Governo deve começar por agir em casa"

"O Governo não tem credibilidade para dizer que quer "moralizar as empresas que recorrem aos recibos verdes" ou que quer "agravar os impostos às firmas que tenham falsos recibos verdes". Para isso tinha que ter começado pela sua própria casa", afirmou José Soeiro na AR. Aceda aqui à primeira parte da intervenção

Governo sem respostas para a precariedade

Bloco acusou governo de ter a precariedade como opção política

José Soeiro apresentou nesta quinta feira, na Assembleia da República, uma interpelação ao governo sobre a precariedade laboral, lembrando que a precariedade laboral e social é uma questão de civilização e que o número de trabalhadores contratados a prazo duplicou na última década, representando já cerca de 21% da população empregada.
Na sua interpelação, o deputado do Bloco de Esquerda lembrou que "entre 2005 e 2007 os empregos com contrato permanente diminuíram em 40 mil e os contratos a termo aumentaram 92 mil", contribuindo para que "o número de contratos de trabalho temporário aumentasse 41% em Portugal entre 2003 e 2006 (...) 100 mil pessoas contratadas através de empresas de trabalho temporário (ETT) são exploradas por dois patrões". Em consequência, "a precariedade é também uma das facetas da aberração da pobreza assalariada: 1 em cada 7 trabalhadores ganha tão pouco que está abaixo do limiar de pobreza".

José Soeiro lembrou ainda que "a geração mais qualificada de sempre é a mais explorada e com piores direitos sociais. 500 euros, de contrato em contrato, é o seu destino aos vinte e poucos, aos vinte e muitos, aos trinta e tal" (...) "Há em Portugal mais de 900 mil pessoas que trabalham a recibo verde. A maioria delas são na verdade trabalhadoras por conta de outrem. O falso recibo verde é um símbolo maior da precariedade". Estas 900 mil pessoas não têm subsídio de desemprego se ficarem sem trabalho (...), não podem ficar doentes (..), não podem ser pais nem mães".

A propósito das declarações do responsável pela Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), que sugeriu a criminilização das empresas que utilizem "falsos recibos verdes" e salientou a necessidade de mais inspectores, o deputado do Bloco afirmou que "o Governo não tem credibilidade para dizer que quer “moralizar as empresas que recorrem aos recibos verdes” ou que quer “agravar os impostos às firmas que tenham falsos recibos verdes”, tendo em conta a existência de 117 mil trabalhadores precários na Administração Pública.

O Bloco de Esquerda apresentou uma proposta para reforçar a inspecção dos falsos recibos verdes com obrigação de celebração de contrato, limitação dos contratos a prazo a um ano, proibição de sucessivos contratos para o mesmo posto, através de falsos temporários e integração de todos os 117 mil precários do Estado.

O Ministro com a tutela do Trabalho não respondeu claramente a nenhuma das questões colocadas pelo Bloco de Esquerda, nomeadamente sobre iniciativas legislativas contra a precariedade, afirmando já ter dado instruções para se preparar "um plano plurianual para contratação de mais inspectores". Actualmente a ACT conta com 288 inspectores, quando a lei prevê 538.

Luís Fazenda salientou que as sugestões do presidente da ACT estavam a ser ignoradas pelo ministro da tutela e Ana Drago concluiu que o PS e o governo não apresentaram uma única ideia ou estratégia de combate à precariedade, que é uma escolha política do executivo de José Sócrates.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Comida em guerra

Há cinco anos, os EUA começavam a invasão do Iraque, com bombardeamentos e tropas que destroçaram aquele país. Este filme contém esta e outras guerras com intervenção norte-americana, mas em vez dos soldados, a batalha é entre os pratos preferidos dos países beligerantes. Vale a pena tentar descobrir quem é quem no meio de tanta comida a voar. As soluções estão aqui.

Jovens do Bloco lançam desafio: "Descobre as diferenças no Ensino Superior"

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Propinas cada vez mais caras, residências só para 4%, bolsas que nem dão para o passe, carga horária excessiva, cursos impossíveis de conciliar com o trabalho... Mas o Ensino Superior podia ser diferente. Descubra as diferenças no novo folheto dos jovens do Bloco ilustrado por Nuno Saraiva.

Começa o julgamento dos "skinheads"

Trinta e seis "skinheads", incluindo o líder do movimento Hammerskins Portugal, Mário Machado, começaram a ser julgados no Tribunal do Monsanto, em Lisboa. São acusados de crimes de discriminação racial, sequestros, ofensas corporais, posse ilegal de armas ou distribuição de propaganda nazi. O colectivo de juízes pretende concluir o processo em duas semanas.
Mário Machado, apontado como o líder do grupo, encontra-se em prisão preventiva desde Abril do ano passado; os restantes arguidos ficaram sujeitos a medidas de coacção menos gravosas, que incluem desde prisão domiciliária com pulseira electrónica até apresentações periódicas às autoridades.
José Manuel Castro, advogado de defesa de Mário Machado, considera que o julgamento tem contornos políticos: "de facto não existe qualquer acto concreto ou agressão racial que lhe possam ser imputados."
Opinião muito diferente tem José Falcão, do SOS Racismo, que aponta que se os "skinheads" que vão ser julgados fossem acusados de tudo o que já fizeram, já há muito que estariam presos.
"Têm feito agressões sistemáticas em vários sítios, a pessoas que têm medo de falar e contar. Eles estão a ser julgados por aquilo que dizem, infelizmente não vão ser julgados por aquilo que têm feito até agora", acrescentou em declarações à rádio TSF.
Em Abril do ano passado, foram feitas pela polícia 60 buscas domiciliárias a elementos "skins", quando foram apreendidas 15 armas de fogo. Mário Machado dissera na televisão, dias antes, que todos os nacionalistas possuíam armas e que as deveriam usar para defender os seus ideais -, milhares de munições de calibres diversos, explosivos, dezenas de facas e soqueiras, sprays, inúmera literatura e propaganda nazi. Foram também encontradas embalagens de esteróides, presumindo-se que fossem utilizados para tráfico, revertendo o dinheiro para o financiamento do Portuguese Hammerskin.

100 mil vozes pela Escola Pública

Jornal Esquerda nº. 27

No jornal Esquerda 27, de Abril de 2008, a educação está em destaque com artigo sobre a avaliação de professores e sobre a marcha da indignação. Tem também foto reportagem da marcha.
Em destaque ainda, uma entrevista com Irene Pimentel, a vencedora do Prémio Pessoa deste ano, com relevo para o seu trabalho sobre a PIDE.
O Global dedica-se por inteiro à independência do Kossovo.
No jornal pode ainda ler: os paradoxos da educação sexual nas escolas; o despedimento dos trabalhadores da Gestnave pelo governo; os trabalhadores a "recibo verde" na Câmara de Lisboa, à espera dos sindicatos; a actividade do Bloco; noticiário "intermitente" sobre a precariedade e o editorial sobre os cinco anos da invasão do Iraque.
Clique aqui ou na foto, para descarregar o jornal.

Extrema-direita à portuguesa

Violência neonazi no banco dos réusO grupo neonazi Frente Nacional vai a julgamento responder à acusação de discriminação racial e dezenas de crimes de delito comum. Publicamos de novo o dossier que elaborámos em Outubro de 2007. Neste dossier, começamos por recuar aos anos 60, às origens do movimento skinhead , antes da contaminação nazi; mostramos o que são os hammerskins e o seu "capítulo" português, e o que defendem estes skinheads racistas ; revelamos as ligações da extrema-direita portuguesa ao submundo do tráfico de droga, armas e mulheres e à violência nos estádios; e mostramos que o skinhead profanador do cemitério judaico já tinha atacado noutra data simbólica para a comunidade judaica . Analisamos também a combinação de violência e política da extrema-direita em Portugal, contamos como o PNR tomou o PRD e foi tomado pela Frente Nacional e como os que se afastaram querem tomar agora o PND. O espaço de opinião é de Mamadou Ba, do SOS Racismo, que não poupa críticas à "banalização do racismo" pelos fazedores de opinião da nossa praça.

Rui Rio escapa da censura por um voto

Rui Rio. Foto de JOAO ABREU MIRANDA/LUSA


A moção de censura à política do executivo camarário do Porto, presidido por Rui Rio, apresentada na Assembleia Municipal pelo Bloco de Esquerda, foi ontem à noite rejeitada por apenas um voto: 27 deputados municipais do PSD e do CDS votaram contra, e 26 eleitos do PS, CDU e Bloco de Esquerda votaram a favor. O socialista Jerónimo Ponciano, presidente da Junta de Freguesia de S. Nicolau, não estava presente no momento da votação.
A moção do Bloco de Esquerda começa por considerar que "a entrega do Mercado do Bolhão à imobiliária de capitais holandeses TCN pela coligação PSD/CDS-PP que dirige a Câmara do Porto é bem a imagem do seu desamor pela cidade do Porto." O projecto prevê a demolição do interior do Mercado do Bolhão e deixa exclusivamente à imobiliária TCN a definição da área afecta ao comércio e mercado tradicional, além de "entregar ao arbítrio do promotor imobiliário a manutenção ou não dos contratos de arrendamento dos comerciantes".
O documento acusa ainda a maioria PSD-CDS do Porto de aplicar "uma política de 'mão largas para as imobiliárias' (com o perdão de milhões de euros na Taxa Municipal de Infra-estruturas) e 'mão dura sobre os pobres' (aumento das rendas municipais muito para além do que prevê o Decreto-Lei nº 166/93, largas dezenas de despejos ainda baseados no Decreto nº 35106 do tempo de Salazar, moradores com idade avançada forçados a romper laços de vizinhança como no Bairro Leal, expulsão para as periferias de sete mil jovens/ano que querem viver na cidade mas que não têm qualquer possibilidade de aceder à oferta de habitação que é, hoje, monopólio dos privados)."
"Nunca se viu na cidade do Porto", prossegue a moção, "uma política tão insensível, tão desumana como a do Executivo de Rui Rio."
A moção acusa ainda o executivo camarário de querer "impor o pensamento único", através de painéis electrónicos, revistas e páginas na Net "como instrumentos de combate político-partidário" e de desrespeitar direitos dos trabalhadores do município e das suas organizações representativas, além de desvalorizar sistematicamente o papel da Assembleia Municipal.
Depois da votação, o deputado socialista Justino dos Santos leu uma declaração de voto explicando porque o seu partido votou ao lado do BE e da CDU: "a cidade do Porto perdeu prestígio com a actuação desta câmara", sintetizou.
Para o deputado Artur Ribeiro, da CDU, a Câmara diz que "não há dinheiro para nada mas renovou-se a frota com carros topo de gama e paga-se 12.500 euros por mês ao engenheiro Poças Martins", actual responsável pela empresa municipal Águas do Porto.