quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Amor florestal

O vídeo foi realizado para lançar uma campanha de defesa das florestas tropicais. A Greenpeace pretende que a UE adopte políticas mais rigorosas para interditar a venda de madeira tropical na Europa. Como em Setembro a Comissão Europeia vai discutir este tema, decorrerá durante este mês uma recolha de fotos e vídeos em que as pessoas demonstram o seu amor pela floresta.
Sítio da campanha "Forest Love".

AMI colabora com reciclagem de óleos alimentares

bus.jpgGraças a uma campanha da AMI, é possível entregar óleos alimentares usados para reciclagem em estabelecimentos hoteleiros aderentes (lista completa no sítio da AMI). Os óleos podem ser trasformados em biodiesel, com impactos positivos na qualidade da água e nas emissões de gases com efeito de estufa.
Ao contrário dos combustíveis de origem agrícola (os agrocombustíveis), o biodiesel produzido a partir de óleos usados não contribui para a desflorestação nem para o aumento do preço dos alimentos. O seu alcance, contudo, é reduzido: se reciclássemos todos os óleos alimentares utilizados em Portugal, teríamos biodiesel para substituir apenas 0,5% do petróleo importado. Com esta campanha, parte das receitas conseguidas com a venda de biodiesel reverterão para projectos de acompanhamento dos sem-abrigo.

Chinês que pediu autorização para se manifestar foi preso

Tocha Olímpica em PequimA organização de direitos humanos Human Rights Watch denunciou a detenção de activistas chineses que pediram autorização para se manifestarem num dos três locais destinados pelas autoridades chinesas a protestos em Pequim. O último foi Ji Sizun, de 58 anos, que viajou da província de Fujian, no sudoeste da China, e queria apelar à "maior participação dos cidadãos chineses nos processos políticos e denunciar o aumento desenfreado da corrupção oficial e dos abusos de poder", afirma um comunicado da organização.
O activista entregou um requerimento de autorização para protestar na esquadra da polícia em Deshengmenwai a 8 de Agosto, dia em que começaram os Jogos, e desapareceu três dias depois, quando voltou à esquadra para saber se o seu pedido tinha sido aceite. "Testemunhas afirmaram que Ji entrou na esquadra da polícia cerca das 10:45 no dia 11 de Agosto. Às 12:15 foi escoltado para fora do edifício e foi metido dentro de um veículo, um Buick de cor escura e sem matrícula, por um grupo de homens que pareciam ser polícias à paisana", afirma o HRW.
O telemóvel de Ji está desligado e na esquadra afirmam que ninguém foi preso.
"Os pedidos de autorização para realizar protestos não significam claramente dar às pessoas maior liberdade de expressão, mas tornar mais fácil à polícia suprimi-los", denunciou Sophie Richardson, directora da Ásia da Human Rights Watch.
Em 23 de Julho deste ano, o director de segurança do Comité Organizador de Pequim dos Jogos Olímpicos, Liu Shaowu, anunciou a criação de três zonas de protesto em parques de Pequim, dizendo à imprensa que "os manifestantes que quiserem exprimir as suas opiniões pessoais podem fazê-lo, seguindo as mesmas práticas noutros países."
Mas a HRW considera que o processo é mais restritivo do que em muitos países que usam este sistema de áreas predestinadas. Os requerentes têm de fazer uma notificação formal pelo menos cinco dias antes, sujeita à aprovação da polícia. Mas os não-residentes em Pequim não podem manifestar-se, e são proibidos os protestos que possam causar dano à unidade nacional e "aos interesses nacionais, sociais ou colectivos", sem maiores explicações sobre o que isso significa.
As três zonas de protesto, por isso, têm permanecido vazias.
"Ninguém deve confundir a falta de manifestantes com a falta de queixas", diz Sophie Richardson. "A prisão e assédio dos que tentaram levar as palavras do governo a sério mostram até onde as autoridades estão dispostas a ir para evitar que a população pacificamente exprima os seus pontos de vista."
A organização cita os nomes de mais quatro pessoas que tentaram obter autorização para protesto e em resposta foram detidas ou ameaçadas.
Leia também:
Dossier Jogos Olímpicos

terça-feira, 5 de agosto de 2008

cartazcampo2008

O Acampamento de jovens do Bloco de Esquerda volta a acontecer em São Gião com muita festa, alegria e luta, mas com um formato diferente. Este ano, contra o cinzentismo das vidas usurpadas, reclamamos o direito à liberdade, à vida, à imaginação. Festejamos a revolta contra todas as opressões. Conversamos, debatemos e ensaiamos a construção de um mundo mais justo, mais igualitário, mais nosso. Com workshops, debates, música, dança, teatro e festa.
Podes ver aqui o PROGRAMA
Inscreve-te enviando e-mail para
'
jovens@bloco.org

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ou telefonando para 213 510 510

Novos cartazes do Bloco

Vão a começar a ser colocados os novos cartazes de rua do Bloco de Esquerda, onde são divulgadas as iniciativas de Agosto e Setembro: comícios de Verão, Socialismo 2008 e Marcha contra a precariedade.

Castelo de Ansiães encoberto pela vegetação

fotoQuem visita o Castelo de Ansiães encontra densa vegetação que encobre os vestígios das casas que se encontravam dentro da fortificação e a trepar as muralhas que, nalguns pontos, também apresentam sinais de ruir.Este é o cartão de visita deste Monumento Nacional, classificado pelo Instituto Português do Património Arquitectónico, que se impõe no cimo de um monte, mesmo ao lado da vila de Carrazeda de Ansiães. A imponência do castelo é um pólo de atracção turístico para o concelho, pelo que o presidente da Junta de Freguesia de Lavandeira, Armando Frias, lamenta o mau estado de conservação em que se encontra o monumento. “Cada vez está pior. A par das partes que ameaçam ruir, ainda está tudo cheio de silvas”, denuncia o autarca.Tendo em conta a história que lhe está subjacente e a importância deste património a nível regional e, até, nacional, Armando Frias defende que aquele espaço devia estar mais conservado e valorizado. “Se o empregado que têm lá limpasse um metro quadrado por dia, aquilo estava tudo limpinho. Assim está cada vez pior”, lamenta o autarca.Situado na freguesia de Lavandeira, o castelo guarda uma história milenar, que remonta ao III milénio A.C. A sua localização confere-lhe uma defesa natural estratégica, daí ter adquirido uma particular importância durante o processo da Reconquista Cristã. (ver caixa).Os visitantes que optarem por fazer uma caminhada pela extensa muralha que vai resistindo ao passar dos anos podem apreciar a beleza da paisagem natural que envolve as localidades de Lavandeira e Selores.Intervenção de conservação e valorização do Castelo depende de fundos comunitáriosSegundo dados da Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN), durante o ano passado, o Castelo de Ansiães recebeu cerca de 2 mil visitas. Este ano, o número poderá ser ultrapassado, tendo por base as visitas durante o primeiro semestre.Confrontado com o mau estado em que se encontra a fortificação, este organismo garante que estão preparadas um conjunto de acções, que incluem limpezas, consolidação e restauros para o conjunto monumental.Em comunicado, a DRCN adianta que as acções previstas vão ser implementadas em conjunto com a Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães e poderão vir a ser alvo de candidaturas conjuntas ao Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).Apesar da intervenção depender de fundos comunitários, este organismo realça que “vai tentar a sua implementação a curto prazo”.Recorde-se que este monumento já foi alvo de uma intervenção ao abrigo do III QCA PORNorte, no montante de 500 mil euros, que consistiu em trabalhos de limpeza, topografia, levantamentos, desmontes, escavações arqueológicas, arranjo de acessos e construção de um espaço para receber os visitantes.
Por: Teresa Batista

Acusados skineads que profanaram cemitério judaico

Foto eyko/FlickrOs dois skineads que em Setembro de 2007 profanaram o cemitério Judaico em Lisboa foram acusados de vários crimes pelo Ministério Público, noticia a edição desta segunda-feira do DN. Na altura, foram 17 as famílias de judeus que viram as lápides dos seus parentes vandalizadas com a gravação de cruzes suásticas. Leia também o artigo "Profanador do cemitério judaico participou no espancamento a seguir à vigília da "matança de Lisboa", publicado no dossier "Extrema-direita à portuguesa".
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Esquerda 30: Louçã analisa crise financeira

Jornal Esquerda nº. 30 - Julho de 2008
Clique na imagem para aceder ao Esquerda 30 em pdf.

Violência Neo-nazi na Alemanha

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Na passada manhã do dia 20 de Julho, sucedeu-se mais um triste episódio para a Democracia Alemã. Sete activistas neonazis, saltaram a vedação do Acampamento de Verão dos Jovens dos Die Linke, em Hessen, abriram a primeira tenda que encontraram e agrediram dois jovens com garrafas de cerveja e uma pá, que ainda dormitavam.
Uma rapariga de 13 anos ficou gravemente ferida, tendo que ir de imediato para o Hospital. Felizmente já não corre perigo de vida. O seu irmão, de 23 anos, sofreu ferimentos ligeiros. Neste momento um dos neonazis está em prisão preventiva, sendo acusado de tentativa de homicídio, os restantes cúmplices, foram libertados após o interrogatório.
O principal arguido deste processo, não é nenhum desconhecido, na manifestação Anti-Fascista em Schwalmstadt-Treysa realizada no passado Sábado, tentou juntamente com outros activistas de extrema-direita causar distúrbios e provocar confrontos físicos.
Segundo o que foi apurado pelos meios de comunicação alemães, o jovem neo-nazi, é simpatizante da NPD (Partido Nacionalista Alemão), era activo na cena Skinhead em Hessen, fazendo parte de um grupo de um grupo que se dá pelo nome de "Autonomen Nationalisten" (Nacionalistas Autónomos) e fez parte de um projecto intitulado de "Volksfront Medien" (média da Frente Popular), onde os protagonistas se apresentam como heróis revolucionários que lutam pela liberdade (ver vídeo aqui).
A LinksJugend-Solid (Juventude de Esquerda) pede à População e a todos os Partidos, que se empenhem no combate e na denúncia dos crimes provocados pela extrema-direita, só assim se conseguirá impedir que casos, como estes, não se repitam.

Repressão policial no acampamento climático

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O acampamento climático que decorre no Reino Unido tem sido alvo de repressão policial, apesar da sua natureza pacífica. Um grupo de 200 polícias entrou no acampamento de surpresa às 5.30 da manhã de ontem, apreendendo materiais essenciais para a saúde e higiene dos participantes, como sabonetes e papel higiénico. Dois activistas foram presos, incluindo um dos cinco que tinha sido impedido de participar no acampamento por uma decisão do tribunal (ver abaixo notícia) e os participantes têm sido revistados antes de entrar no acampamento. Também há relatos de carros rebocados ou vandalizados.
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